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Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade

Data da Palestra: 17/07/2010
Palestrante: Prof. Dr. Marco Antonio Arruda
Instituição: Universidade de São Paulo - Ribeirão Preto
Palestra nr: 53
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Por que determinadas crianças apresentam dificuldade em prestar atenção?

Por que outras não conseguem reter os conhecimantos, ou ainda, por que outras não conseguem se organizar nos estudos?

Nesta palestra abordaremos estas e outras perguntas sobre um tema cada vez mais frequente e presente em nosso dia-a-dia, o chamado Transtorno do Deficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH).

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Resenha

Prof. Dr. Marco Antonio Arruda

Em mais uma edição do programa “Ciência às 19 Horas”, realizado no último dia 17, o Auditório Prof. Sérgio Mascarenhas foi pequeno para receber as centenas de participantes da palestra intitulada “TDAH: Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade”, ministrada pelo Prof. Dr. Marco Antônio Arruda, pesquisador da USP de Ribeirão Preto e Diretor do Instituto GLIA.

De fato, este foi um tema que desencadeou um enorme interesse na sociedade são-carlense, principalmente nas áreas da saúde e educação públicas, sendo o evento resultado de uma parceria entre o IFSC e a Prefeitura de São Carlos.

Perante um público atento, que lotou não só o Auditório como outra sala que foi disponibilizada com telão, o Prof. Marco Arruda explicou que o TDAH é um transtorno com origem genética (neurobiológico), resultado de alterações químicas cerebrais que provocam um mau funcionamento de determinadas áreas do cérebro e, conseqüentemente, em alterações comportamentais nas crianças.

Dessa forma, ficam comprometidas, entre outras, a atenção e o controle de comportamental das crianças, que, se não forem tratadas, terão conseqüências graves quando atingirem o estado adulto.

O pesquisador explicou de uma forma simples e ilustrativa: “Os cérebros das crianças com TDAH assemelham-se a um carro sem breque: não param quietas, são incapazes de planejar ações antes de executá-las, têm comportamentos inadequados, não prestam atenção, falam muito, começam a andar precocemente, e têm uma impulsividade acentuada que aumenta os riscos de acidentes domésticos, de fraturas, daí que os pais ficam quase sempre reféns delas”.

No capítulo do déficit de atenção, o Prof. Arruda enfatizou os enormes prejuízos na vida acadêmica, principalmente a não progressão na escola, fatores estes que levam os pais a ficarem sempre muito atentos aos comportamentos de seus filhos, já que uma criança pode ser agitada mas não ter TDAH, e apenas um médico especialista pode diagnosticar clinicamente o transtorno.

“Entre 4% a 6% da população infantil mundial sofre de TDAH. Quando não tratada, uma criança com TDAH pode atingir a sua adolescência com propensão para o uso de drogas, gravidez precoce, ou alcoolismo, carregando essas conseqüências pela vida fora. A TDAH tem cura e é preciso que isso seja dito”, referiu o pesquisador.

Rui Correia Sintra – jornalista

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