Palestras

2 de maio de 2019

“Como as florestas brasileiras foram construídas pelos índios: exemplos do sudoeste da Amazônia”

Esta palestra trará dados arqueológicos e históricos para mostrar como o sudoeste da Amazônia vem sendo ocupado por povos indígenas há cerca de 10.000 anos.

Novos dados indicam que houve uma grande grande atividade humana a tal ponto de tornar impossível separar as paisagens da história dos povos indígenas e de outros povos da floresta que lá viveram.

Tais paisagens milenares estão atualmente ameaçadas pelo desmatamento descontrolado, que não apenas leva à perda da biodiversidade local, mas também ameaça o patrimônio cultural da região.

Esta palestra trará dados arqueológicos e históricos para mostrar como o sudoeste da Amazônia vem sendo ocupado por povos indígenas há cerca de 10.000 anos.

Novos dados indicam que houve uma grande grande atividade humana a tal ponto de tornar impossível separar as paisagens da história dos povos indígenas e de outros povos da floresta que lá viveram.

Tais paisagens milenares estão atualmente ameaçadas pelo desmatamento descontrolado, que não apenas leva à perda da biodiversidade local, mas também ameaça o patrimônio cultural da região.

18 de março de 2019

A malária volta a assustar o Brasil

Depois de quase uma década de constante progresso no controle da malária, o Brasil volta a registrar aumento expressivo do número de casos na Amazônia. Em 2016, foram notificados somente 129.000 casos  no País, o menor número em 37 anos. Entretanto, chegamos ao final de 2017 com mais de 193.000 casos notificados, um aumento de quase 50% em relação ao ano anterior. Os números provisórios de 2018 tampouco dão margem a otimismo.

Por que essa realidade da Amazônia distante diz respeito à USP?

Temos uma longa tradição de cooperação técnica, com o Ministério da Saúde e as secretarias estaduais e municipais de saúde, no controle da malária. Cabe-nos, portanto, ajudar a reverter essa tendência.

Esta palestra resume resultados recentes de pesquisa de campo, em busca de fatores que contribuem para manter a transmissão da malária na Amazônia e de medidas para seu melhor controle.

24 de janeiro de 2019

Todas as luzes se curvam no firmamento – 100 anos do eclipse que transformou Einstein numa celebridade

Este é o ano do centenário da famosa expedição organizada pelo britânico Arthur Eddington a Sobral, no Ceará, e a São Tomé e Príncipe, na costa africana, que confirmaria uma das mais extraordinárias previsões da Relatividade Geral de Albert Einstein, expressa quase que liricamente no título do artigo publicado no New York Times na ocasião: “Todas as luzes se curvam no firmamento”.

Nesta palestra serão apresentados e discutidos alguns pontos científicos e históricos do contexto no qual essa e outras expedições se inserem e que acabaram transformando Einstein, nascido exatamente há 140 anos atrás, numa das figuras mais populares do século XX.

14 de novembro de 2018

A radiação cósmica de fundo: o que as micro-ondas nos dizem sobre a origem do Universo

A radiação cósmica de fundo é uma relíquia do início do universo, muito quente e densa, e que foi criada cerca de 380.000 anos após a grande explosão (Big- Bang) que deu origem ao nosso Universo.

Devido à expansão do Universo, esta radiação resfriou e hoje tem uma temperatura de apenas -270,43 ° C e pode ser observada como uma radiação de micro-ondas, quase completamente uniforme, em todo o céu.

As espaçonaves COBE, WMAP e Planck provaram que devem haver pequenas variações nessa radiação, de cerca de 0,001%, que nos dão ideias sobre a origem e a evolução do Universo primordial e confirmam a suposição de que vivemos em um Universo que sofreu uma expansão muito rápida logo após o Big-Bang.

Os dados destas espaçonaves nos fornecem, portanto, uma “fotografia” de nosso universo, muito jovem ainda.

Venha conferir se você “saiu na foto”!

24 de setembro de 2018

Tecnologias Ópticas para a Saúde

A luz está presente em diversas atividades do nosso cotidiano e é essencial para a vida dos seres vivos. Mas ela também é importante em tratamentos médicos?

Diversas tecnologias ópticas empregam a luz para melhorar o diagnóstico e para induzir processos celulares que resultam em tratamento de tumores, infecção, feridas, dentre outros.

Como a luz pode ter respostas tão distintas no organismo?

Os parâmetros empregados para a irradiação, como a cor, a intensidade e a energia da luz, permitem priorizar um tipo de interação da luz com o tecido biológico e as muitas variações possíveis resultam nessa grande gama de aplicações da óptica para a saúde.

Fica aqui, o convite para mais uma edição do programa “Ciência às 19 Horas”, que ocorrerá no Auditório “Prof. Sérgio Mascarenhas” (IFSC/USP), com transmissão ao vivo pela IPTV e pelo Facebook do programa.

14 de agosto de 2018

Missão espacial Gaia: uma nova era da Astronomia

Há milhares de anos o Homem admira e se encanta com o céu estrelado.

Através de observações cuidadosas e sistemáticas, vem construindo e refinando o seu conhecimento que vai muito além dos corpos celestes que vemos.

Hoje estamos dando mais um salto gigantesco. As grandezas observacionais sobre as quais repousa o conhecimento do Sistema Solar, da Galáxia e do Universo em geral foram finalmente, abundantemente medidas com precisões inimagináveis.

A missão espacial Gaia da Agência Espacial Europeia colocou em nossas mãos, em 25 de abril de 2018, dados observacionais em quantidade e com qualidade com as quais até bem pouco tempo nem sonhávamos. Entre eles, a grandeza mais importante de toda a Astronomia: a distância de mais de um bilhão de estrelas que nos permite dizer onde se encontram, como são e como dançam, iniciando assim, uma nova era no estudo do Universo.

Não se trata de uma nova descoberta, mas sim de uma base de dados sem precedentes sobre a qual repousará o conhecimento astronômico nos próximos 40-50 anos. Desde a publicação do segundo e mais importante “release” de dados do Gaia, cientistas do mundo todo estão mergulhados nesse oceano de posições, movimentos, brilhos, cores, etc., confirmando, revendo e refinando o conhecimento que temos do universo e prestes a descobrirem aquilo que nem suspeitávamos que existia.

Fica aqui, o convite para penetrarmos nessa nova realidade da Astronomia e nesse momento histórico que estamos vivendo, em mais uma edição do programa “Ciência às 19 Horas”, que ocorrerá no Auditório “Prof. Sérgio Mascarenhas” (IFSC/USP.

15 de junho de 2018

O que é Metabolismo? Como nossos corpos transformam o que comemos no que somos

Nesta palestra, que ocorrerá no Auditório “Prof. Sérgio Mascarenhas” (IFSC/USP), aberta a todos e com entrada gratuita, irá ser discutido o que é Metabolismo, de que modo se modificam as moléculas que comemos, dentro de de nossos corpos, porque as pessoas engordam e os efeitos causados por diferentes dietas.

27 de maio de 2018

A caminho de Marte

Exploração espacial é uma área cheia de incertezas, tão difícil quanto a escolha de uma profissão. Nesta palestra, o físico brasileiro Ivair Gontijo fará um relato da sua trajetória do interior de Minas Gerais até o JPL, um dos mais sofisticados laboratórios da NASA.

Durante a missão MSL, ele foi o responsável pela construção dos transmissores e receptores do radar usado na descida triunfal do Curiosity no planeta vermelho.

Muitas fotos e vídeos mostrarão detalhes fascinantes dos bastidores do projeto, lançamento e operação do mais complexo veículo robótico já enviado para outro mundo.

Serão abordados também os próximos passos na exploração de Marte.

A missão Mars2020 está em fase de implementação e irá mandar para Marte um novo veículo para coletar amostras com possíveis traços de material orgânico e procurar evidências de vida.

Estaremos, assim, dando os próximos passos em nosso caminho para colocarmos seres humanos no planeta Marte.

18 de março de 2018

O que mais vem do céu além da luz das estrelas?

O planeta Terra é continuamente bombardeado por “raios cósmicos”, que, em sua maioria, são núcleos de átomos que chegam de todas as direções do céu.

Ao entrar na atmosfera, cada um deles interage com um átomo do ar, produzindo novas partículas, que, por sua vez, também reagirão dando origem a outras, em uma cascata de reações. Ao conjunto das partículas descendo até o solo damos o nome de “chuveiro atmosférico”.

Nós não nos damos conta de que estamos sendo atravessados por partículas desses chuveiros e não percebemos nenhum efeito.

É como fazer o “Raio X” de um dente: não sentimos nada.

Alguns raios cósmicos chegam à Terra com energias muito altas, da ordem da energia de uma bola de tênis sacada por um jogador profissional, concentrada em uma partícula subatômica. Os raios cósmicos mais energéticos são justamente os mais raros. Apenas um deles, em média, chega ao topo da atmosfera em um quilômetro quadrado em um ano.

Justamente por isso, é tão difícil medi-los. Para observá-los, necessitamos de detectores gigantescos como aqueles do Observatório Pierre Auger, instalado nos pampas argentinos, e do qual o Brasil participa ativamente.

Nesta palestra, mostra-se o papel do Observatório Pierre Auger na tentativa de conhecer a identidade desses raios cósmicos ultraenergéticos, de onde eles vêm, como foram produzidos e como interagem.

17 de março de 2018

A visão infravermelha na natureza, na medicina e na cena criminal

A termografia é uma técnica que detecta, registra, processa e analisa a temperatura superficial corpórea ou de qualquer objeto, por meio da radiação eletromagnética no comprimento de onda do infravermelho, irradiado por qualquer superfície de um material que esteja acima de 0 K.

Por ser uma técnica inócua, não invasiva, indolor, não radioativa, rápida e que registra de forma objetiva a distribuição térmica da microcirculação da derme e das superfícies corpóreas em tempo real, pode ser usada com objetivos diversos, em vários estudos biológicos, principalmente na fisiologia e medicina.

Ela permite ver o mundo de uma forma diferente, descrever processos nunca antes observados e obter informações e observar disfunções que podem ajudar a prevenir a evolução de patologias, e até auxiliar na elucidação de crimes.

A termografia é uma técnica que pode ser utilizada em todos organismos, desde microrganismos, plantas, invertebrados e vertebrados, e em cada grupo tem uma especificidade e interpretação distinta.

É possível obter resultados bastante interessantes tanto com organismos endotérmicos como em ectotérmicos. E esses resultados podem ser associados a metabolismo, circulação sanguínea, perda de água, fases do desenvolvimento, estado de saúde, dentre outros.

E, por ser uma técnica de tempo real, não invasiva e que vem reduzindo os custos dos equipamentos, se tornou uma metodologia muito difundida em diferentes áreas de pesquisa e profissional e, no momento, necessita-se de mais bancos de dados para começar a obter padrões e conclusões mais fundamentadas nas diferentes áreas.

16 de março de 2018

A Amazônia vista do espaço e do chão

Na busca de um destino digno e saudável para a espaçonave Terra, dois cientistas e um astronauta pedalaram mil e cem quilômetros pela Transamazônica, entre os estados do Pará e Amazonas, para viver, analisar e disseminar diversas realidades daquele nosso ecossistema.

Este é o Projeto Transamazônica + 25, que celebra os 25 anos da primeira viagem de Osvaldo Stella por aquela região, e que agora combina conhecimento científico com um olhar documental para estudar as mudanças sofridas pela paisagem e populações locais.

O relato é enriquecido pela experiência, no chão e no espaço, do astronauta da NASA, Chris Cassidy, veterano de dois voos espaciais e que volta à Estação Espacial Internacional este ano para mais uma missão.

14 de março de 2018

Relatividade Geral: entortando nossa visão do universo

Há mais de cem anos, Albert Einstein apresentava ao mundo sua nova teoria da gravidade – a Relatividade Geral. Com ela, a mais quotidiana e antiga das interações fundamentais ganhou uma interpretação profunda e até mesmo fantástica.

Nesta apresentação, o palestrante fará uma rápida incursão pelas bases conceituais dessa teoria, conduzindo o espectador através de idéias que às vezes parecem romper os limites da ficção.

14 de março de 2018

Recital-Palestra: Divertimentos – Descobertas: Estudos Criativos para o Desenvolvimento Musical

No próximo dia 28/11, o Auditório Prof. Sérgio Mascarenhas recebe a última edição de 2017 do programa Ciência às 19 Horas, com o Recital-Palestra: Divertimentos – Descobertas: Estudos Criativos para o Desenvolvimento Musical, com as participações de Heloisa Fernandes (Piano) e Toninho Carrasqueira (Flauta), um evento que incluirá o lançamento do livro com o mesmo título do evento, recentemente lançado pela EDUSP.

Esses dois artistas, consagrados internacionalmente, irão compartilhar com o público sua sensibilidade e técnica refinadas, apresentando um repertório de composições onde tradição e modernidade dialogam e abrem espaço para a criação espontânea, a improvisação e a inspiração do momento, propostas no livro.

* Convites para esta edição do programa Ciência às 19 Horas estão sendo distribuídos no Centro Cultural da USP e na Assistência Técnica Acadêmica do IFSC.

 


Resenha

Heloisa Fernandes (Piano) e Toninho Carrasqueira (Flauta)

O dia 28 de novembro de 2017 ficou marcado pela última edição de 2017 do programa Ciência às 19 Horas, com uma programação mais alinhada com conceitos culturais. Dessa forma, o Auditório Prof. Sérgio Mascarenhas (IFSC/USP) recebeu o Recital-Palestra: Divertimentos – Descobertas: Estudos Criativos para o Desenvolvimento Musical, com as participações de Heloisa Fernandes (piano) e Toninho Carrasqueira (Flauta), um evento que incluiu o lançamento do livro com o mesmo título do evento, uma publicação da EDUSP.

Esses dois artistas, consagrados internacionalmente, compartilharam com o público sua sensibilidade e técnica refinadas, apresentando um repertório de composições onde tradição e modernidade dialogam e abrem espaço para a criação espontânea, a improvisação e a inspiração do momento, propostas na publicação.

O livro, da autoria de Toninho Carrasqueira, é o resultado de uma vida inteira dedicada à música e à docência, refletindo um novo olhar pedagógico, que apresenta novos conceitos de ensino da música, ampliando, assim, os horizontes dos estudantes.

14 de março de 2018

A ciência do filme “Interestelar”

Viagens interestelares são possíveis? O que há dentro de um buraco negro? Dá pra viajar no tempo? Existem outras dimensões?

O filme Interestelar nos leva ao longo de uma fantástica viagem muito além dos confins do nosso sistema solar.

Nesta palestra, o Prof. Nemmen revelará que os incríveis eventos fictícios do filme, assim como os efeitos especiais inéditos, são baseados em áreas fascinantes da ciência.

O Prof. Nemmen falará sobre buracos negros, viagens interestelares, planetas fora do sistema solar, buracos de minhoca e mais, descrevendo as leis que governam o nosso universo e os fenômenos assombrosos que estas leis tornam possíveis.

Esta palestra acontecerá logo após a exibição do filme Interestelar, que será exibido no Auditório Prof. Sérgio Mascarenhas, às 15h45

14 de março de 2018

A supercondutividade e as propriedades emergentes: porque o todo não é apenas a soma de suas partes

Conhecemos materiais que apresentam uma vasta gama de propriedades surpreendentes, como os cristais líquidos que formam as telas de computadores, supercondutores que conduzem eletricidade sem resistência elétrica, superfluidos que escorrem por tubos sem viscosidade e muitos outros.

Todos esses exemplos têm uma coisa em comum: só acontecem quando juntamos um número muito grande de átomos ou moléculas. Fenômenos que só aparecem quando há um número muito grande de constituintes são conhecidos como propriedades emergentes.

A pergunta que muitos pesquisadores se fazem é: Como entidades simples, como átomos, podem se juntar e dar origem a fenômenos tão intrigantes e complexos? É possível entender uma propriedade emergente, sabendo-se apenas como dois átomos interagem entre si? Como partir do microscópico e chegar ao macroscópico?

Pretende-se, nesta palestra, dar uma ideia dos raciocínios de que lançam mão os físicos para entender a complexidade da natureza a partir das leis simples que regem as interações entre elétrons, núcleos, átomos e moléculas. Usaremos, como guia, o fenômeno da superfluidez e o da supercondutividade.

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Resenha

Prof. Dr. Eduardo Miranda

O Prof. Eduardo Miranda (Instituto de Física  Gleb Wataghin, Universidade Estadual de Campinas – UNICAMP ) foi o palestrante convidado de mais uma edição do programa Ciência às 19 Horas – um evento organizado mensalmente pelo IFSC/USP e aberto à sociedade -, que ocorreu no dia 26 de setembro, no Auditório Prof. Sérgio Mascarenhas (IFSC/USP).

O tema abordado pelo palestrante – A supercondutividade e as propriedades emergentes: porque o todo não é apenas a soma de suas partes ? deu uma ideia real de que conhecemos materiais que apresentam uma vasta gama de propriedades surpreendentes, como os cristais líquidos que formam as telas de computadores, supercondutores que conduzem eletricidade sem resistência elétrica, superfluidos que escorrem por tubos sem viscosidade e muitos outros.

Para Eduardo Miranda, todos esses exemplos têm uma coisa em comum: só acontecem quando juntamos um número muito grande de átomos ou moléculas. Fenômenos que só aparecem quando há um número muito grande de constituintes são conhecidos como propriedades emergentes.

A pergunta que muitos pesquisadores se fazem é: Como entidades simples, como átomos, podem se juntar e dar origem a fenômenos tão intrigantes e complexos? É possível entender uma propriedade emergente, sabendo-se apenas como dois átomos interagem entre si? Como partir do microscópico e chegar ao macroscópico?

O palestrante pretendeu, nesta palestra, dar uma ideia dos raciocínios de que lançam mão os físicos para entender a complexidade da natureza a partir das leis simples que regem as interações entre elétrons, núcleos, átomos e moléculas.

14 de março de 2018

Garatéa-L: A Missão Lunar Brasileira

Você já sonhou em ser astronauta? Como tal pergunta modelou a vida de um jovem empreendedor e o tornou o único brasileiro a trabalhar na missão Rosetta, projeto europeu que pousou uma sonda em um cometa, em 2014.

Nesta palestra será abordada a importância da pesquisa espacial para o Brasil, bem como a primeira tentativa brasileira de colocar uma sonda na Lua, a Garatéa-L.

 

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Prof. Lucas Fonseca

O Prof. Lucas Fonseca foi o palestrante convidado em mais uma edição do programa Ciência às 19 Horas, promovido pelo Instituto de Física de São Carlos (IFSC/USP), evento que ocorreu no dia 22 de agosto, no Auditório Prof. Sérgio Mascarenhas.

Lucas Fonseca é CEO da empresa de consultoria Airvantis e Diretor da Missão Garatéa, um projeto que pretende enviar, pela primeira vez na história, uma sonda brasileira para sobrevoar a órbita lunar e coletar dados sobre a superfície, conduzindo experimentos científicos pioneiros com micróbios, moléculas e até células humanas. A ideia é a equipe beneficiar da recente revolução dos designados nanossatélites, mais conhecidos como cubesats, uma aposta que colocará o Brasil entre os pares na exploração espacial.

Aquela que será a primeira missão lunar brasileira está sendo desenvolvida em conjunto com cientistas do INPE (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais), ITA (Instituto Tecnológico de Aeronáutica), da USP, LNLS (Laboratório Nacional de Luz Síncrotron), Instituto Mauá de Tecnologia e da PUC-RS (Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul).

Abordando o tema “Garatéa-L – a missão lunar brasileira”, Lucas Fonseca – que foi aluno da Escola de Engenharia de São Carlos (EESC/USP),  aproveitou sua palestra para falar também de seu trabalho na Agência Espacial Europeia e de sua participação, como único brasileiro, na missão, Rosetta, que em 2014 logrou pousar, de forma inédita, uma sonda no cometa 67P.

14 de março de 2018

O Universo

É fácil descrever nosso Universo, mas ao mesmo tempo ele é um enorme quebra-cabeças. Com seis números, conseguimos descrever a evolução do Universo desde sua criação — o Big Bang — até hoje, e até mesmo no futuro.

Entretanto, os seis números contêm mistérios profundos. Se você somar toda a massa que existe nas estrelas, nos planetas e nas galáxias, o resultado é menos de 1% do que podemos calcular a partir do que vemos através de nossos telescópios.

O que mais há lá fora? Por que falta tanta coisa? Talvez o maior mistério seja a energia escura, uma pressão inexplicável que domina a expansão de nosso Universo e compreende 70% de toda a sua massa-energia.

Um dos astrônomos que descobriu a energia escura em 1998, eu o(a) conduzirei em uma viagem através do Universo, desde a explosão do seu nascimento até sua bizarra morte, no futuro distante. Passaremos, claro, pelo presente.

 

 


Resenha

Prof. Nicholas B Suntzeff

O Prof. Nicholas Suntzeff (Distinguished professor da Texas A&M University -EUA) será o palestrante convidado em mais uma edição do programa ?Ciência às 19 Horas? (a última deste semestre), que ocorrerá hoje, dia 20 de junho, a partir das 19 horas, no Auditório ?Prof. Sérgio Mascarenhas?.

Numa interessante abordagem, Suntzeff dissertará sobre o tema ?O Universo?, tentando mostrar como é fácil descrever o mesmo, embora ele seja um verdadeiro e enorme quebra-cabeças. Com seis números, consegue-se descrever a evolução do Universo desde sua criação – o Big Bang – até hoje, e até mesmo no futuro. Contudo, segundo o palestrante, esses seis números contêm mistérios profundos. Se você somar toda a massa que existe nas estrelas, nos planetas e nas galáxias, o resultado é menos de 1% do que podemos calcular a partir do que vemos através de nossos telescópios.

Suntzeff responderá, ainda, a algumas questões que se colocam, como, por exemplo, o que mais existe lá fora? Por que falta tanta coisa? Talvez o maior mistério seja a energia escura, uma pressão inexplicável que domina a expansão de nosso Universo e compreende 70% de toda a sua massa-energia.

Mundialmente famoso por ter criado, em 1994, junto com Brian Schmidt, o programa de observação de supernovas distantes, observações essas que quatro anos mais tarde mostraram que a expansão do universo é acelerada e deram origem ao conceito de Energia Escura (Schmidt e Adam Riess receberam o Prêmio Nobel de 2011), Suntzeff conduzirá os participantes de sua palestra em uma viagem através do Universo, desde a explosão do seu nascimento até sua bizarra morte, num futuro ainda muito distante.

14 de março de 2018

Da deriva continental às placas tectônicas: como trabalham o planeta e a ciência

O conhecimento sobre como nosso planeta funciona e como nossa vida é afetada por este funcionamento dinâmico e cada vez melhor caracterizado e compreendido, será a base da palestra. Trataremos não apenas do que se conhece hoje acerca das placas tectônicas, seus movimentos, seus efeitos e conexões com outros processos da Natureza, mas de como esse conhecimento foi adquirido, por meio de uma longa evolução de observações, reflexões e discussões, utilizando o método científico.

A teoria da Tectônica de Placas tem sido cada vez mais divulgada nos meios de comunicação e verificamos um interesse crescente com relação aos detalhes dos processos dinâmicos envolvidos e também com relação às razões pelas quais esta teoria encontra-se tão fortemente estabelecida.

Venha satisfazer sua curiosidade e compreender melhor como o planeta se tornou o que é hoje!

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Maria Cristina Motta de Toledo

O Auditório “Prof. Sérgio Mascarenhas” (IFSC/USP) recebeu no dia 16 de maio último mais uma edição do programa “Ciência às 19 Horas”, desta vez com a participação da Profª Drª Maria Cristina Motta de Toledo (EACH/USP), que dissertou sobre o tema “Da deriva continental às placas tectônicas: como trabalham o planeta e a ciência”.

A teoria da Tectônica de Placas tem sido cada vez mais divulgada nos meios de comunicação e verifica-se um interesse crescente com relação aos detalhes dos processos dinâmicos envolvidos e também com relação às razões pelas quais esta teoria encontra-se tão fortemente estabelecida.

O movimento constante das placas tectônicas de nosso planeta tem impactos diretos sobre a vida que existe nele, e não só ao nível humano. A dinâmica interna de nosso planeta, o movimento quase constante dessas placas tectônicas é que provoca os terremotos e tsunamis e, com eles, algumas mudanças climáticas, a formação de recursos minerais e o crescimento de cadeias montanhosas, entre outros fatores.

14 de março de 2018

Medicina personalizada em Oncologia: a contribuição da genética para o tratamento do câncer

Câncer é um nome usado para definir mais de 100 doenças distintas, que tem em comum o crescimento descontrolado das células de um determinado tecido. Esse crescimento descontrolado afeta os tecidos adjacentes e distantes formando as metástases. O câncer é a segunda principal causa de morte no mundo e foi responsável por 8.8 milhões de mortes em 2015.

O câncer é causado por alterações que ocorrem no material genético das células e que são capazes de reprogramar as células normais e transformá-las em células tumorais. O sequenciamento do genoma humano e o desenvolvimento de novas metodologias de análise do material genético permitiram aos cientistas identificar essas alterações e, com isso, compreender os diferentes passos dessa transformação.

O conhecimento acumulado ao longo da últimas 4 décadas começa a ser utilizado em benefício dos pacientes com câncer, permitindo um diagnóstico mais precoce, um melhor acompanhamento da doença e o desenvolvimento da medicina personalizada na oncologia, na qual é possível selecionar o tratamento mais eficaz com base nas informações genéticas do tumor. Nesta palestra, vamos falar um pouco sobre as bases genéticas do câncer, sobre o processo de transformação celular e sobre como a medicina personalizada tem sido utilizada para mudar a história de alguns tipos de câncer.


Resenha

Anamaria A. Camargo (PhD)

Medicina personalizada em Oncologia: a contribuição da genética para o tratamento do câncer foi o tema abordado em mais uma edição do programa Ciência às 19 Horas, organizado pelo IFSC/USP e que ocorreu no último dia 25 de Abril, no Auditório Prof. Sérgio Mascarenhas, com a participação da Dra. Anamaria A. Camargo (PhD), Coordenadora do Centro de Oncologia Molecular do Instituto Sírio-Libanês de Ensino e Pesquisa – Hospital Sírio-Libanês (SP).

Abordando o tema de forma bem genérica, em diálogo realizado mesmo antes de sua palestra, a pesquisadora sublinhou o fato do câncer ser uma doença genética causada por alterações que herdamos dos nossos pais e também por alterações que são introduzidas ao longo de nossa vida, tanto por ação do ambiente como da própria fisiologia das células.

Essas alterações determinam o comportamento das células tumorais e caracterizar essas alterações tem sido muito importante para a medicina, por ter permitido desenvolver novos métodos de diagnóstico e terapias mais direcionadas contra a doença.

Normalmente, as terapias que se conhecem, nomeadamente, radioterapia e quimioterapia, afetam todas as células normais, que se dividem, e essas novas terapias, ao contrário, vão afetar apenas as células tumorais, provocando menos efeitos colaterais e uma eficácia maior.

Contudo, existe a necessidade de identificar quais são os pacientes que se beneficiam desse novo tratamento e aí aparece o papel extremamente importante trazido pela medicina personalizada, que é identificar qual a melhor droga para o paciente, por forma a ter o melhor resultado. Isso tem sido a história da medicina personalizada, que é uma história recente, mas que já tem tido resultados muito interessantes para alguns tipos de câncer, como o de pulmão, de mama, nas leucemias, e até mesmo no câncer do cólon.

14 de março de 2018

Astrobiologia: estudando a vida no Universo

Uma das perguntas mais antigas que a humanidade se faz é “Estamos sozinhos no Universo?”. Na tentativa de responder a essa e outras questões extremamente complexas da natureza, como a origem da vida, foi criado um novo campo de pesquisa, a Astrobiologia, a qual reúne pesquisadores de diferentes áreas, trabalhando em colaboração.

Os cientistas, atuando como exploradores modernos, vasculham a vida em nosso planeta, desde as profundezas oceânicas até o alto das montanhas, procurando entender como ela surgiu, evoluiu e, em muitos casos, extinguiu-se, com o passar dos bilhões de anos de história da Terra. E hoje, esse esforço se estende para além da Terra, para os planetas e luas do Sistema Solar e mesmo para planetas muito distantes, orbitando outras estrelas de nossa Galáxia. Talvez consigamos encontrar indícios de vida extraterrestre, talvez não, mas o importante é que, no caminho, estamos compreendendo melhor os processos naturais que permitiram que um fenômeno tão complexo, como a vida, tenha surgido e evoluído em nosso Universo.

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Resenha

Prof. Dr. Douglas Galante

Uma das perguntas mais antigas que a humanidade se faz é: Estamos sozinhos no Universo? Na tentativa de responder a essa e outras questões extremamente complexas da natureza, como a origem da vida, foi criado um novo campo de pesquisa, a Astrobiologia, a qual reúne pesquisadores de diferentes áreas, trabalhando em colaboração.

Os cientistas, atuando como exploradores modernos, vasculham a vida em nosso planeta, desde as profundezas oceânicas até o alto das montanhas, procurando entender como ela surgiu, evoluiu e, em muitos casos, extinguiu-se, com o passar dos bilhões de anos de história da Terra. E hoje, esse esforço se estende para além da Terra, para os planetas e luas do Sistema Solar e mesmo para planetas muito distantes, orbitando outras estrelas de nossa Galáxia. Talvez consigamos encontrar indícios de vida extraterrestre, talvez não, mas o importante é que, no caminho, estamos compreendendo melhor os processos naturais que permitiram que um fenômeno tão complexo, como a vida, tenha surgido e evoluído em nosso Universo.

Das pesquisas e das inúmeras perguntas que se fazem – muitas delas sem resposta, principalmente de como surgiu a vida no nosso planeta e como é que tudo começou e como conseguimos chegar a este estágio, partimos para outro questionamento, que é, exatamente, se estamos sozinhos neste vastíssimo Universo. Mas, a pergunta relacionada com o estarmos sós nesta imensidade é no aspecto da vida inteligente, ou da vida em seu âmbito mais primário? Existem respostas concretas, ou tudo ainda é muito nebuloso, por vezes considerado tabú?

A astrobiologia pode dar respostas mais concretas sobre estes questionamentos?

Confira a entrevista com o Prof. Dr. Douglas Galante, pesquisador no Laboratório Nacional de Luz Síncroton (LNLS), em entrevista realizada pouco antes de sua palestra, no dia 21 de março de 2017, no Auditório prof. Sérgio Mascarenhas (IFSC/USP).

Clique AQUI para assistir à entrevista.

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