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23 de agosto de 2019

Prof. Flávio Borém fala sobre a ciência por trás de uma xícara de café

O programa Ciência às 19 Horas, promovido mensalmente pelo Instituto de Física de São Carlos (IFSC/USP) e aberto a toda a sociedade, recebeu no dia 20 de agosto o Prof. Flávio Borém, docente e pesquisador da Universidade Federal de Lavras (UFLA), que apresentou a palestra A Ciência por trás de uma xícara de café.

Lançando logo no início questões simples, como, por exemplo, se existe algo mais simples e saboroso de que uma boa xícara de café, ou se existe algo mais intrigante do que explicar as razões para a qualidade do café, o palestrante abordou ainda outras questões que produtores e consumidores ainda hoje colocam: o que mais afeta a qualidade da bebida do café? A variedade, ou o local onde é produzido? O método de secagem dos grãos, a torra ou o método de preparo da bebida? O café faz bem à saúde? Qual o melhor método para preparar uma boa xícara de café?

Antes de iniciar sua apresentação, Flávio Borém comentou com a Assessoria de Comunicação do IFSC/USP algumas particularidades do tema que trouxe a esta edição do “Ciência às 19 Horas”.

Clique na imagem para acessar a entrevista.

(Rui Sintra – jornalista)

Assessoria de Comunicação – IFSC/USP

24 de junho de 2019

Prof. João Steiner (IAG/USP) conversa sobre buracos negros

A edição de junho de 2019 do programa “Ciência às 19 Horas” saiu de seu reduto e foi ao encontro da população escolar, mais especificamente à da Escola Estadual Dr. Álvaro Guião (São Carlos), cujo encontro aconteceu no dia 18 de junho, pelas 10h00, no auditório daquele estabelecimento de ensino, numa parceria entre o IFSC/USP e a Diretoria de Ensino da Região de São Carlos / Secretaria de Educação do Estado de São Paulo. O palestrante foi o Prof. João Steiner (IAG-USP), que discorreu sobre o tema “Buracos Negros: De Albert Einstein às ondas gravitacionais e além”, onde apresentou  conceito, a origem e a evolução da ideia de buraco negro.

Steiner conversou com a Assessoria de Comunicação do IFSC/USP sobre esse tema apaixonante, não tendo deixado de lado a importância da divulgação científica no âmbito geral, principalmente quando o assunto é repassar conhecimentos à sociedade.

Clique na imagem para acessar o vídeo.

7 de maio de 2019

Prof. Marcelo Urbano Ferreira explica porque a malária volta a assustar o Brasil

O Programa Ciência ás 19 horas, promovido e realizado pelo Instituto de Física de São Carlos – IFSC/USP, apresentou no dia 24 de abril a palestra subordinada ao tema A malária volta assustar o Brasil, com o Prof. Marcelo Urbano Ferreira, do Departamento de Parasitologia do Instituto de Ciências Biomédicas ICB/USP.

O palestrante dissertou sobre a relação entre a Amazônia e a USP, abordando a tradicional cooperação técnica com o Ministério da Saúde e suas Secretarias Estaduais e Municipais, referente ao controle da doença.

Esta explanação teve como objetivo expor os recentes resultados de pesquisa de campo na busca de fatores que contribuam para tomada de medidas para melhorar o controle de sua transmissão.

Ferreira também descreveu o constante progresso da malária na última década e enfatizou o aumento expressivo do número de casos na Amazônia, tendo exaltado 129 mil casos no País, somente em 2016, o menor número em 37 anos. No entanto, em 2017, o índice chegou a mais de 193 mil casos notificados, um aumento de quase 50% em relação ao ano anterior, sendo que a situação atual pouco melhorou.

Para a Assessoria de Comunicação do IFSC/USP, o palestrante sintetizou sua palestra.

Clique na imagem abaixo para assistir.

18 de março de 2019

Todas as luzes se curvam no firmamento – 100 anos do eclipse que transformou Einstein numa celebridade

A primeira palestra de março, relativa à edição de 2019 do programa “Ciência às 19 horas”, que ocorreu em nosso Instituto no dia 14, teve um destaque muito especial atendendo a que a mesma esteve inserida em um vasto programa que comemorou o 140º aniversário do nascimento de Alberto Einstein, evento ao qual foi dado o nome de “2nd Einstein Day”, repetindo, assim, o êxito de 2018.

“Todas as luzes se curvam no firmamento – 100 anos do eclipse que transformou Einstein numa celebridade” foi o título da palestra apresentada pelo Prof. Alberto Saa (Instituto de Matemática, Estatística e Computação Científica – UNICAMP), que sublinhou o fato deste ano se comemorar o centenário da famosa expedição organizada pelo britânico Arthur Eddington a Sobral, no Ceará, e a São Tomé e Príncipe, na costa africana, que confirmaria uma das mais extraordinárias previsões da Relatividade Geral de Albert Einstein, expressa quase que liricamente no título do artigo publicado no “New York Times” na ocasião: “Todas as luzes se curvam no firmamento”.

Saa apresentou e discutiu vários pontos científicos e históricos do contexto no qual essa e outras expedições se inserem e que acabaram transformando Einstein numa das figuras mais populares do século XX.

O dia 14 de março também teve um significado especial, já que se recordou o primeiro aniversário do falecimento do proeminente cientista Stephen Hawking.

Clique na imagem abaixo para conferir os comentários do Prof. Alberto Saa sobre sua palestra.

(Rui Sintra – jornalista)

 

14 de novembro de 2018

Profª Betti Hartman (IFSC/USP) fala sobre a radiação cósmica de fundo

Na última palestra da edição de 2018 do programa Ciência às 19 Horas, realizada no dia 13 de novembro, coube à docente e pesquisadora do IFSC/USP, Profª Betti Hartmann, discorrer sobre o tema A radiação cósmica de fundo – O que as micro ondas nos dizem sobre a origem do Universo, tendo em consideração que essa radiação é uma preciosidade que remonta ao início do universo, muito quente e densa, e que foi criada cerca de 380.000 anos após a grande explosão (Big- Bang) que deu origem ao nosso universo.

Devido à expansão do universo, esta radiação resfriou e hoje tem uma temperatura de apenas -270,43 ° C, podendo ser observada como uma radiação de micro-ondas, quase completamente uniforme, em todo o céu.

Sobre este assunto, Betti Hartmann conversou com a Assessoria de Comunicação do IFSC/USP.

Clique na imagem para assistir aos comentários da pesquisadora.

(Rui Sintra – jornalista)

5 de outubro de 2018

Prof. Ramachrisna Teixeira (IAG/USP) fala da missão espacial “Gaia”

18 de setembro foi a data escolhida para a realização de mais uma edição do programa Ciência às 19 Horas, com a palestra do Prof. Ramachrisna Teixeira (IAG/USP) subordinada ao tema Missão espacial Gaia: uma nova era da Astronomia e que ocorreu, como habitualmente, a partir das 19 horas, no Auditório “Prof. Sérgio Mascarenhas”.

Em sua apresentação, Ramachrisna Teixeira mostrou como a Missão Espacial Gaia, da Agência Espacial Europeia, colocou nas mãos dos cientistas, em 25 de abril de 2018, dados observacionais em quantidade e com qualidade, com as quais até há bem pouco tempo nem se sonhava: entre eles, a grandeza mais importante de toda a Astronomia – a distância de mais de um bilhão de estrelas, que permite dizer onde se encontram, como são e como dançam, iniciando assim, uma nova era no estudo do Universo.

Não se trata de uma nova descoberta, mas sim de uma base de dados sem precedentes sobre a qual repousará o conhecimento astronômico nos próximos 40-50 anos.

Sobre este assunto, o Prof. Ramachrisna Teixeira dialogou com a nossa reportagem.

Confira, clicando na imagem abaixo:

(Rui Sintra – jornalista)

14 de agosto de 2018

No IFSC/USP: Profª Alicia Kowaltowski (IQ/USP) explica o que é o Metabolismo

Após o tradicional período de férias, o Instituto de Física de São Carlos (USP) retomou no dia 09 de agosto, pelas 19 horas, no Auditório “Prof. Sérgio Mascarenhas”, o programa Ciência às 19 Horas, com a participação da Profª Drª Alicia Kowaltowski (IQ/USP), que dissertou sobre o tema O que é Metabolismo? Como nossos corpos transformam o que comemos no que somos.

O metabolismo é o conjunto de transformações e reações químicas através das quais se realizam os processos de síntese degradação (ou decomposição) das células. Este fenômeno está relacionado com três funções que são vitais e que ocorrem no corpo humano:

nutrição (inclusão de elementos essenciais no organismo);

respiração (oxidação desses elementos essenciais para produção de energia química);

– e síntese de moléculas estruturais (utilizando a energia produzida).

Havendo influência de diversos fatores no metabolismo, como, por exemplo, genética, idade, sexo, altura, peso e prática de atividade física, entre outros, o gasto de mais ou menos energia depende desses fatores. Por isso, algumas pessoas são magras e, mesmo comendo de tudo, não engordam, enquanto outras enfrentam grandes dificuldades para conseguirem emagrecer.

Assim, em conversa informal mantida com a Assessoria de Comunicação do IFSC/USP antes mesmo de sua palestra, Alícia Kowaltowski abordou o tema, de forma sucinta.

Clique na imagem abaixo para assistir à entrevista.

(Rui Sintra – jornalista)

5 de julho de 2018

Ivair Gontijo (Engenheiro Brasileiro da NASA) fala sobre “A Caminho de Marte”

A Caminho de Marte foi o título da palestra que ocorreu no dia 03 de julho, a partir das 19 horas, no Auditório “Prof. Sérgio Mascarenhas” (IFSC/USP), integrada em mais uma edição do programa Ciência às 19 Horas, organizado pelo Instituto de Física de São Carlos, em parceria com a Embrapa Instrumentação, tendo como palestrante o físico Ivair Gontijo, pesquisador no Jet Propulsion Laboratory da NASA (EUA).

A principal missão de Ivair Gontijo no Jet Propulsion Laboratory, em Pasadena, Califórnia, foi trabalhar no projeto Mars Science Laboratory (MSL), que enviou o jipe Curiosity para Marte. Na verdade, o MSL não tinha ninguém que soubesse trabalhar com radiofrequência, ou que tivesse uma visão ampla para mexer não só com física dos semicondutores dos dispositivos eletrônicos, como também colocar tudo aquilo numa caixa, transformando o conjunto em um dispositivo (transmissor de radar) que pudesse ser integrado com o resto da espaçonave norte-americana. Foi assim que Ivair passou a gerenciar um grupo de técnicos só para essa finalidade. E foi sob seu gerenciamento que a equipe construiu o radar que mais tarde iria controlar a descida do jeep Curiosity (com um peso de 900 Kg) em Marte. Se esse equipamento não funcionasse, o resto seria irrelevante, porque tudo isso iria se transformar em um monte de lixo depositado em Marte. O Curiosity tinha que descer, custasse o que custasse e a missão do radar foi medir a altura que o Curiosity estava do solo marciano, bem como indicar a velocidade de descida. Sem essas medidas, todo equipamento iria descer de uma forma descontrolada e iria virar um monte de ferro velho na superfície do planeta vermelho.

O relato dessa experiência foi o mote para uma primeira palestra que Gontijo realizou no nosso Instituto, em Junho de 2014 e, agora, passados cerca de quatro anos, Ivair Gontijo volta ao Ciência às 19 Horas para fazer um relato da sua trajetória do interior de Minas Gerais até o Jet Propulsion Laboratory, um dos mais sofisticados laboratórios da NASA. Muitas fotos e vídeos mostraram detalhes fascinantes dos bastidores do projeto do Curiosity, lançamento e operação do mais complexo veículo robótico já enviado para outro mundo, tendo sido abordados também os próximos passos na exploração de Marte.

A missão Mars2020 está em fase de implementação e irá mandar para Marte um novo veículo para coletar amostras com possíveis traços de material orgânico e procurar evidências de vida, dando-se assim os próximos passos no caminho para colocar seres humanos no planeta vermelho.

Nesta edição do programa Ciência às 19 Horas, Ivair Gontijo lançou seu livro que tem o título de sua última apresentação – A Caminho de Marte – tendo conversado com a Assessoria de Comunicação do IFSC/USP sobre os mais importantes capítulos de seu trabalho na NASA.

(Clique na imagem para assistir à entrevista)

Rui Sintra – jornalista – Assessoria de Comunicação IFSC/USP

 

25 de junho de 2018

Carola Chinellato aborda “O que mais vem do céu além da luz das estrelas?”

Em mais uma edição do programa Ciência às 19 Horas, ocorrida no dia 19 de junho, no Auditório “Prof. Sérgio Mascarenhas” (IFSC/USP), a palestrante convidada foi a Profª Drª Carola Dobrigkeit Chinellato, que dissertou, perante uma plateia entusiasmada, sobre o tema O que mais vem do céu além da luz das estrelas?

Com extrema boa disposição, a pesquisadora tornou extremamente fácil a compreensão de um tema que, à partida, poderia ser complicado para os leigos, tendo começado sua explanação abordando o fato do planeta Terra ser continuamente bombardeado por “raios cósmicos”, que, em sua maioria, são núcleos de átomos que chegam de todas as direções do céu.

A pesquisadora explicou que, ao entrar na atmosfera, cada um desses raios interage com um átomo do ar, produzindo novas partículas, que, por sua vez, também reagem, dando origem a outras, em uma cascata de reações. Ao conjunto das partículas descendo até o solo dá-se o nome de “chuveiro atmosférico”. “Nós não nos damos conta de que estamos sendo atravessados por partículas desses chuveiros e não percebemos nenhum efeito. É como fazer o “Raio X” de um dente: não sentimos nada”, salienta a ProfªCarola.

Alguns raios cósmicos chegam à Terra com energias muito altas, da ordem da energia de uma bola de tênis sacada por um jogador profissional, concentrada em uma partícula subatômica. Os raios cósmicos mais energéticos são justamente os mais raros. Apenas um deles, em média, chega ao topo da atmosfera em um quilômetro quadrado em um ano. Justamente por isso, é tão difícil medi-los. “Para observá-los, necessitamos de detectores gigantescos, como aqueles que existem no Observatório Pierre Auger, instalado nos pampas argentinos, e do qual o Brasil participa ativamente”, enfatiza a pesquisadora, que, na sua palestra, mostrou o papel e a importância desse observatório na tentativa de conhecer a identidade desses raios cósmicos ultraenergéticos, de onde eles vêm, como foram produzidos e como interagem.

Carola Chinellato aceitou nosso convite para, de forma muito simples, resumir sua apresentação.

Clique na imagem para assistir ao depoimento da pesquisadora.

(Rui Sintra – jornalista)

18 de junho de 2018

Guilherme Gomes fala sobre a visão infravermelha na natureza, na medicina e na cena criminal

A termografia é uma técnica que detecta, registra, processa e analisa a temperatura superficial corpórea ou de qualquer objeto, por meio da radiação eletromagnética no comprimento de onda do infravermelho, irradiado por qualquer superfície de um material que esteja acima de 0 K.

Por ser uma técnica inócua, não invasiva, indolor, não radioativa, rápida e que registra de forma objetiva a distribuição térmica da microcirculação da derme e das superfícies corpóreas em tempo real, pode ser usada com objetivos diversos, em vários estudos biológicos, principalmente na fisiologia e medicina.

Ela permite ver o mundo de uma forma diferente, descrever processos nunca antes observados e obter informações e observar disfunções que podem ajudar a prevenir a evolução de patologias, e até auxiliar na elucidação de crimes.

Em entrevista realizada antes de sua palestra no Programa “Ciência às 19 Horas”, ocorrida no dia 13 de junho de 2018, Guilherme Gomes (PhD) abordou o tema, de forma resumida.

Clique na imagem acima para assistir a entrevista.

(Rui Sintra – jornalista)

12 de abril de 2018

A Amazonia vista do espaço e do chão – pesquisador do IPAM e astronauta da NASA partilham experiências

Na busca por um destino digno e saudável para a espaçonave chamada Terra, dois cientistas e um astronauta pedalaram mil e cem quilômetros pela Transamazônica, entre os estados do Pará e Amazonas, para viver, analisar e disseminar diversas realidades daquele ecossistema brasileiro.

Este é o Projeto Transamazônica + 25, que celebra os 25 anos da primeira viagem de Osvaldo Stella por aquela região e que agora combina conhecimento científico com um olhar documental para estudar as mudanças sofridas pela paisagem e populações locais.

O relato de Osvaldo Stella Martins (Engenheiro Mecânico, PhD em Ecologia e Recursos Naturais – IPAM- Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia), transformado em uma palestra que ocorreu no dia 02 de abril do corrente ano, no superlotado Auditório Prof. Sérgio Mascarenhas (IFSC/USP), em mais uma edição do programa Ciência às 19 Horas, foi enriquecido pelos depoimentos do astronauta-chefe da NASA, Capitão da Marinha dos Estados Unidos da América, Chris Cassidy, veterano de dois voos espaciais e que volta à Estação Espacial Internacional no próximo ano para mais uma missão.

A primeira missão espacial de Cassidy ocorreu em 2009, com duração de duas semanas. Ele confessa que por ter sido sua primeira vez no espaço, toda sua atenção e concentração estiveram voltadas para as particularidades da missão, quase sem tempo para observar e analisar as múltiplas metamorfoses e características do planeta, com especial foco na região amazônica.

Já na sua segunda missão, ocorrida em 2013, onde permaneceu seis meses na Estação Espacial Internacional, Cassidy teve mais tempo para observar a Terra: De fato, me apercebi como nosso planeta é frágil e como a Amazônia se divide nitidamente em áreas distintas: um verde exuberante entrecortado por um azul que representa a água cristalina, enquanto várias áreas despontam cinzentas e de alguma forma inférteis graças aos impactos negativos provocados pelo homem.

Na entrevista que ambos concederam à Assessoria de Comunicação do IFSC, Cassidy confirmou que irá regressar em 2019 à Estação Espacial Internacional para mais uma missão e que seu olhar vai certamente incidir com mais atenção na Amazônia, para detectar minuciosamente as agressões perpetradas pelo homem e tentar registrar as suas graves feridas.

Clique nas imagens abaixo para assistir às entrevistas de Osvaldo Stella Martins e Chris Cassidy.

(Rui Sintra – jornalista)

Assista as entrevistas

Chris Cassady

Osvaldo Stella Martins

26 de março de 2018

Daniel Vanzella – “Relatividade Geral: entortando nossa visão do universo”

Recordar o legado de Albert Einstein exatamente no dia em que o famoso físico teórico alemão completaria 139 anos de idade.

Foi através desta efeméride que no passado dia 14 de março o Auditório “Prof. Sergio Mascarenhas” lotou sua capacidade para ouvir a palestra proferida pelo docente e pesquisador do IFSC/USP, Prof. Dr. Daniel Vanzella, uma apresentação integrada no programa “Ciência às 19 Horas”; excepcionalmente, esta edição do programa se enquadrou dentro de uma outra iniciativa promovida pelo Instituto de Física de São Carlos, denominada “1st. Einstein Day”, que teve também o intuito de homenagear aquele que foi responsável pelo desenvolvimento da teoria da relatividade geral, um dos pilares da física moderna.

“Relatividade Geral: entortando nossa visão do Universo” foi o tema explanado por Daniel Vanzella, tendo como base inicial o fato de que há mais de cem anos, Albert Einstein apresentava ao mundo sua nova teoria da gravidade – a Relatividade Geral – e, com ela, a mais quotidiana e antiga das interações fundamentais ganhou uma interpretação profunda e até mesmo fantástica.

Em sua palestra, Daniel Vanzella fez uma rápida incursão pelas bases conceituais dessa teoria, conduzindo o espectador através de ideias que, às vezes, pareciam romper os limites da ficção.

Daniel Vanzella é um daqueles pesquisadores que não precisa muita coisa para prender a atenção de quem o escuta. A paixão e o conhecimento que transmite rapidamente contagiam quem com ele debate ou questiona pormenores relacionados com a Física, principalmente com o tema que apresentou no dia 14 de março – Relatividade Geral.

Vale a pena conferir a entrevista feita com Daniel Vanzella, após sua palestra (clique na imagem para assistir o vídeo).

19 de março de 2018

Recital-Palestra: Divertimentos – Descobertas: Estudos Criativos para o Desenvolvimento Musical

O dia 28 de novembro de 2017 ficou marcado pela última edição de 2017 do programa Ciência às 19 Horas, com uma programação mais alinhada com conceitos culturais. Dessa forma, o Auditório Prof. Sérgio Mascarenhas recebeu o Recital-Palestra: Divertimentos – Descobertas: Estudos Criativos para o Desenvolvimento Musical, com as participações de Heloisa Fernandes (piano) e Toninho Carrasqueira (Flauta), um evento que incluiu o lançamento do livro com o mesmo título do evento, obra recentemente publicada pela EDUSP.

Esses dois artistas, consagrados internacionalmente, compartilharam com o público sua sensibilidade e técnica refinadas, apresentando um repertório de composições onde tradição e modernidade dialogam e abrem espaço para a criação espontânea, a improvisação e a inspiração do momento, propostas no livro. O livro, da autoria de Toninho Carrasqueira, é o resultadfo de uma vida inteira dedicada à música e à docência, refletindo um novo olhar que amplia os horizontes dos estudantes de música. Aprender melhor, de forma lúdica, criando estudos próprios e exercícios específicos para que o músico se sinta impelido de compor melhor suas npróprias obras, são alguns dos temas abordados na publicação, que apela a um novo olhar, a novas formas de criatividade, tudo focado para um melhor entendimento das estruturas da linguagem musical, num espaço dedicado à música brasileira que ainda sofre com algum tipo de preconceito.

Clique na imagem abaixo para assistir à curta entrevista feita pela Assessoria de Comunicação do IFSC/USP aos dois artistas.

(Rui Sintra – jornalista)

19 de março de 2018

Prof. Rodrigo Nemmen fala sobre a ciência do filme Interestelar

O filme de ficção científica intitulado Interstelar foi o mote principal para a realização da edição do mês de outubro do programa Ciência às 19 Horas, que ocorreu no dia 24 de outubro, no Auditório Prof. Sérgio Mascarenhas (IFSC/USP), com a presença do palestrante convidado – Prof. Dr. Rodrigo Nemmen – docente e pesquisador no Instituto de Astronomia, Geofísica e Ciências Atmosféricas (IAG/USP), que dissertou sobre o tema A Ciência do Filme Interestelar, um evento que incluiu a exibição do longa no mesmo dia, entre as 15h45 e 18h35.

O filme retrata um futuro não muito longínquo do presente, no qual a civilização humana está à beira do colapso. Devido à propagação incontrolável de pestes agrícolas, há uma grande escassez de alimentos e alterações na composição da atmosfera, ameaçando levar a humanidade à extinção dentro de poucas gerações. Neste contexto, é organizada uma viagem interplanetária em busca de um planeta potencialmente habitável e no qual seja possível reconstruir a civilização. Fazendo uso de um misterioso wormhole que surgiu no sistema solar e que constitui um portal para outra galáxia, a expedição viaja até um sistema planetário com vários candidatos, circundando um buraco negro supermassivo, denominado Gargantua.

Um dos planetas visitados, o planeta de Miller, possui muita água no estado líquido e orbita muito perto do buraco negro. Neste planeta os astronautas observam efeitos curiosos de gravitação, como ondas gigantes e fenómenos de Relatividade Geral, como grandes dilatações do tempo (uma hora no planeta corresponde a sete anos na Terra).

Tendo em conta que o revisor científico do filme foi Kip Thorne, uma das maiores referências científicas internacionais na área da gravitação e ganhador do Prêmio Nobel da Física – 2017, foi bastante interessante verificar onde estão instaladas as fronteiras entre realidade e a ficção neste filme, que aborda a existência de um buraco de minhoca (wormhole) que possibilita uma viagem intergalática, um fenômeno previsto teoricamente, mas jamais observado na prática. Esse fenômeno foi descrito primeiro por Albert Einstein e Nathan Rosen em 1935 e devido a isso seja oficialmente chamado de ponte de Einstein-Rosen. Segundo a teoria elaborada pelos dois físicos, buraco de minhoca é uma deformação do espaço-tempo que funcionaria como um atalho espacial.

Assim, o Prof. Nemmen revelou que os incríveis eventos fictícios do filme, assim como os efeitos especiais inéditos, são baseados em áreas fascinantes da ciência, falando também sobre buracos negros, viagens interestelares, planetas fora do sistema solar, etc., descrevendo as leis que governam o nosso universo e os fenômenos assombrosos que estas leis tornam possíveis.

Em entrevista à Assessoria de Comunicação do IFSC/USP, o pesquisador falou sobre o que, no filme, corresponde e não corresponde minimamente á realidade científica, tendo discorrido sobre dilatações do tempo, buracos de minhoca, dimensões espaciais, se será – ou não – possível fazer viagens interestelares no futuro, viagens no tempo, etc..

Clique na imagem abaixo para assistir à entrevista.

(Rui Sintra – jornalista)

19 de março de 2018

A supercondutividade e as propriedades emergentes: porque o todo não é apenas a soma de suas partes

O Prof. Eduardo Miranda (Instituto de Física  Gleb Wataghin, Universidade Estadual de Campinas – UNICAMP ) foi o palestrante convidado de mais uma edição do programa Ciência às 19 Horas – um evento organizado mensalmente pelo IFSC/USP e aberto à sociedade -, que ocorreu no dia 26 de setembro, no Auditório Prof. Sérgio Mascarenhas (IFSC/USP).

O tema abordado pelo palestrante – A supercondutividade e as propriedades emergentes: porque o todo não é apenas a soma de suas partes – deu uma ideia real de que conhecemos materiais que apresentam uma vasta gama de propriedades surpreendentes, como os cristais líquidos que formam as telas de computadores, supercondutores que conduzem eletricidade sem resistência elétrica, superfluidos que escorrem por tubos sem viscosidade e muitos outros.

Para Eduardo Miranda, todos esses exemplos têm uma coisa em comum: só acontecem quando juntamos um número muito grande de átomos ou moléculas. Fenômenos que só aparecem quando há um número muito grande de constituintes são conhecidos como propriedades emergentes.

A pergunta que muitos pesquisadores se fazem é: Como entidades simples, como átomos, podem se juntar e dar origem a fenômenos tão intrigantes e complexos? É possível entender uma propriedade emergente, sabendo-se apenas como dois átomos interagem entre si? Como partir do microscópico e chegar ao macroscópico?

O palestrante pretendeu, nesta palestra, dar uma ideia dos raciocínios de que lançam mão os físicos para entender a complexidade da natureza a partir das leis simples que regem as interações entre elétrons, núcleos, átomos e moléculas.

Antes de sua palestra, Eduardo Miranda concedeu uma pequena entrevista abordando a temática.

(Rui Sintra – jornalista)

16 de março de 2018

Garatéa-L – a missão lunar brasileira

O Prof. Lucas Fonseca foi o palestrante convidado em mais uma edição do programa Ciência às 19 Horas, promovido pelo Instituto de Física de São Carlos (IFSC/USP), evento que ocorreu no dia 22 de agosto, no Auditório Prof. Sérgio Mascarenhas.

Lucas Fonseca é CEO da empresa de consultoria Airvantis e Diretor da Missão Garatéa, um projeto que pretende enviar, pela primeira vez na história, uma sonda brasileira para sobrevoar a órbita lunar e coletar dados sobre a superfície, conduzindo experimentos científicos pioneiros com micróbios, moléculas e até células humanas. A ideia é a equipe beneficiar da recente revolução dos designados nanossatélites, mais conhecidos como cubesats, uma aposta que colocará o Brasil entre os pares na exploração espacial.

Aquela que será a primeira missão lunar brasileira está sendo desenvolvida em conjunto com cientistas do INPE (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais), ITA (Instituto Tecnológico de Aeronáutica), da USP, LNLS (Laboratório Nacional de Luz Síncrotron), Instituto Mauá de Tecnologia e da PUC-RS (Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul).

Abordando o tema Garatéa-L – a missão lunar brasileira, Lucas Fonseca – que foi aluno da Escola de Engenharia de São Carlos (EESC/USP) – aproveitou sua palestra para falar também de seu trabalho na Agência Espacial Europeia e de sua participação – como único brasileiro – na missão Rosetta, que em 2014 logrou pousar, de forma inédita, uma sonda no cometa 67P.

Numa pequena entrevista, Lucas Fonseca explicou os projetos:

(Rui Sintra – jornalista)

16 de março de 2018

Prof Nicholas Suntzeff fala sobre o universo

O Prof. Nicholas Suntzeff (Distinguished professor da Texas A&M University – EUA) foi o palestrante convidado em mais uma edição do programa Ciência às 19 Horas, que ocorreu no dia 20 de junho, no Auditório Prof. Sérgio Mascarenhas, do Instituto de Física de São Carlos (IFSC/USP), uma apresentação que foi subordinada ao tema – O Universo.

Mundialmente conhecido por ter criado, em 1994, junto com Brian Schmidt, o programa de observação de supernovas distantes, observações essas que quatro anos mais tarde mostraram que a expansão do universo é acelerada, dando origem ao conceito de Energia Escura (Schmidt e Adam Riess receberam o Prêmio Nobel de 2011), Suntzeff concedeu uma entrevista exclusiva à Assessoria de Comunicação do IFSC/USP, antes de sua palestra, onde falou de sua teoria, do Universo, como um todo, e da interação que teve com os alunos do Instituto nesta sua passagem pelo Brasil e pelo IFSC.

Assista à entrevista, clicando na imagem abaixo.

(Rui Sintra – jornalista)

16 de março de 2018

Da deriva continental às placas tectônicas: de que forma trabalham o planeta e a ciência

O conhecimento sobre como nosso planeta funciona e como nossa vida é afetada por este funcionamento dinâmico e cada vez melhor caracterizado e compreendido, foi a base da palestra que a Profª Draª Maria Cristina Motta de Toledo (EACH/USP) apresentou em mais uma edição do programa “Ciência às 19 Horas”, evento ocorrido no dia 16 de maio e que abordou o tema “Da deriva continental às placas tectônicas: como trabalham o planeta e a ciência”. Nessa palestra, a oradora abordou não apenas o que se conhece hoje acerca das placas tectônicas, seus movimentos, seus efeitos e conexões com outros processos da Natureza, mas de como esse conhecimento foi adquirido, por meio de uma longa evolução de observações, reflexões e discussões, utilizando o método científico.

A teoria da Tectônica de Placas tem sido cada vez mais divulgada nos meios de comunicação e verifica-se um interesse crescente com relação aos detalhes dos processos dinâmicos envolvidos e também com relação às razões pelas quais esta teoria se encontra tão fortemente estabelecida.

Convidada a falar um pouco sobre este tema, mesmo antes de sua apresentação, Maria Cristina Motta de Toledo referiu que a teoria da Tectônica de Placas tem sido cada vez mais divulgada nos meios de comunicação e verifica-se um interesse crescente com relação aos detalhes dos processos dinâmicos envolvidos e também com relação às razões pelas quais esta teoria encontra-se tão fortemente estabelecida. O movimento constante das placas tectônicas de nosso planeta tem impactos diretos sobre a vida que existe nele, e não só ao nível humano. A dinâmica interna de nosso planeta, o movimento quase constante dessas placas tectônicas é que provoca os terremotos e tsunamis e, com eles, algumas mudanças climáticas, a formação de recursos minerais e o crescimento de cadeias montanhosas, entre outros fatores.

Clique na figura abaixo para acessar a pequena entrevista concedida pela Profª Drª Maria Cristina Motta de Toledo antes de sua palestra.

(Rui Sintra – jornalista)

16 de março de 2018

Medicina personalizada em Oncologia: a contribuição da genética para o tratamento do câncer

“Medicina personalizada em Oncologia: a contribuição da genética para o tratamento do câncer”

“Medicina personalizada em Oncologia: a contribuição da genética para o tratamento do câncer” foi o tema abordado em mais uma edição do programa “Ciência às 19 Horas”, organizado pelo IFSC/USP, e que ocorreu no último dia 25 de Abril, no Auditório “Prof. Sérgio Mascarenhas”, com a participação da Dra. Anamaria A. Camargo (PhD), Coordenadora do Centro de Oncologia Molecular do Instituto Sírio-Libanês de Ensino e Pesquisa – Hospital Sírio-Libanês (SP).

Em sua apresentação, Anamaria Camargo abordou o fato de o Câncer ser, de fato, um nome usado para definir mais de 100 doenças distintas, que tem em comum o crescimento descontrolado das células de um determinado tecido, situação que afeta os tecidos adjacentes e distantes formando as metástases.

Recordamos que o câncer é a segunda principal causa de morte no mundo e foi responsável por 8.8 milhões de mortes em 2015.

Um pouco antes de sua apresentação, Anamaria Camargo conversou com a Assessoria de Comunicação do IFSC/USP e fez uma espécie de resumo do tema que se mantém, infelizmente, atual.

Para assistir a essa pequena entrevista, clique na imagem abaixo:

(Rui Sintra – jornalista)

16 de março de 2018

Estamos sozinhos no Universo?

Uma das perguntas mais antigas que a humanidade se faz é: Estamos sozinhos no Universo? Na tentativa de responder a essa e outras questões extremamente complexas da natureza, como a origem da vida, foi criado um novo campo de pesquisa, a Astrobiologia, a qual reúne pesquisadores de diferentes áreas, trabalhando em colaboração.

Os cientistas, atuando como exploradores modernos, vasculham a vida em nosso planeta, desde as profundezas oceânicas até o alto das montanhas, procurando entender como ela surgiu, evoluiu e, em muitos casos, extinguiu-se, com o passar dos bilhões de anos de história da Terra. E hoje, esse esforço se estende para além da Terra, para os planetas e luas do Sistema Solar e mesmo para planetas muito distantes, orbitando outras estrelas de nossa Galáxia. Talvez consigamos encontrar indícios de vida extraterrestre, talvez não, mas o importante é que, no caminho, estamos compreendendo melhor os processos naturais que permitiram que um fenômeno tão complexo, como a vida, tenha surgido e evoluído em nosso Universo.

Das pesquisas e das inúmeras perguntas que se fazem – muitas delas sem resposta, principalmente de como surgiu a vida no nosso planeta e como é que tudo começou e como conseguimos chegar a este estágio, partimos para outro questionamento, que é, exatamente, se estamos sozinhos neste vastíssimo Universo. Mas, a pergunta relacionada com o estarmos sós nesta imensidade é no aspecto da vida inteligente, ou da vida em seu âmbito mais primário? Existem respostas concretas, ou tudo ainda é muito nebuloso, por vezes considerado tabú?

A astrobiologia pode dar respostas mais concretas sobre estes questionamentos?

Assista à entrevista com o Prof. Dr. Douglas Galante, pesquisador no Laboratório Nacional de Luz Síncroton (LNLS), realizada pouco antes de sua palestra intitulada Astrobiologia: estudando a vida no Universo, no dia 21 de março de 2017, no Auditório Professor Sérgio Mascarenhas (IFSC/USP), no Programa Ciência às 19 Horas.

Clique na imagem para assistir à entrevista.

(Rui Sintra – jornalista)

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Programa Ciência às 19 horas
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