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A história do projeto GENSAT: uma revolução transgênica na ciência do cérebro

Data da Palestra: 19/08/2010
Palestrante: Profa. Dra. Terence Duarte
Instituição: The GENSAT Project
Palestra nr: 55
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O conhecimento dos mecanismos moleculares que contribuem para a formação, funcionamento e disfunções do cérebro devem incluir informações sobre a distribuição especifica dos gens e proteínas, assim como, a identificação, visualizará e manipulação genética dos deferentes tipos celulares.

O projeto GENSAT (“Gene Expression Nervous System Atlas”) tem como objetivo o mapeamento dos padrões de expressão de milhares de gens do sistema nervoso central (SNC) e esta envolvido na criação de uma biblioteca de clones de cromossomos artificiais bacterianos (BAC- “Bacterial Artificial Chromosome”), e na geração de camundongos transgênicos que possuem gens fluorescentes que permitem estudos anatômicos e funcionais.

 

 

 


Resenha

Em uma iniciativa do IFSC, decorreu ontem, dia 19 de agosto, no Auditório Prof. Sérgio Mascarenhas, pelas 19 horas, uma edição extra, referente ao mês de agosto, do programa ?Ciência às 19 Horas?.

O tema da palestra foi ?A História do Projeto GENSAT: Uma revolução transgênica na ciência do cérebro?, apresentado pela Dra. Terence Duarte, única pesquisadora brasileira presente entre os dez cientistas internacionais que fazem parte do GENSAT, projeto este que se encontra sediado na Rockefeller University, em Nova York (EUA), desempenhando, simultaneamente, a função de supervisora do Centro de Histologia local.

O GENSAT ? cuja sigla significa Gene Expression Nervous System Atlas ? é patrocinado pelo NIH – National Institute of Health (em português, Instituto Nacional de Saúde) dos Estados Unidos e pode ser definido como um grande atlas de genes do sistema nervoso central e na criação de camundongos transgênicos.

Para os leigos, poderá ser difícil a compreensão, mas trata-se, de fato, de uma instituição que estuda a anatomia do sistema nervoso central em camundongos transgênicos, com a finalidade de mapear e diferenciar células que possuem genes diferentes.

Segundo a pesquisadora ?a geração de conhecimento molecular, através deste método, poderá fazer com que os cientistas descubram novos e inovadores caminhos que levem à criação de novos medicamentos que sejam capazes de alcançar, com eficácia, zonas distintas do cérebro humano, atingindo e combatendo, de forma unilateral (sem comprometer outras células), doenças como os males de Parkinson e Alzheimer?.

Daí que o Projeto GENSAT seja extremamente importante no mapeamento dos padrões de expressão de milhares de genes do sistema nervoso central, estando envolvido na criação de uma espécie de ?biblioteca? de clones de cromossomos artificiais bacterianos, na criação de camundongos transgênicos que possuem genes fluorescentes (de cor verde), que permitem aprofundados estudos anatômicos e funcionais.

Tudo isto com o intuito de se colherem mais e melhores informações sobre a distribuição específica dos genes e proteínas, bem com a identificação, visualização e manipulação genética dos diversos tipos celulares: o objetivo é adquirir um maior conhecimento dos mecanismos moleculares que contribuem para a formação, funcionamento e disfunções do cérebro (neste último caso e dentre outras, as doenças já citadas – males de Parkinson e Alzheimer).

Rui Correia Sintra – Jornalista

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